Mulher que levou morto a banco em 2020 entra na Justiça e ganha pensão

Uma mulher acusada de levar o cadáver do então marido, de 92 anos, a uma agência bancária de Campinas (SP), conseguiu o direito de receber pensão e ainda se livrou de uma denúncia. Ela teria levado o corpo ao local para sacar dinheiro da conta dele.

O caso aconteceu em outubro de 2020 e envolve Josefa de Souza Mathias, hoje com 61 anos. Na época, Laércio Della Colleta, companheiro com quem vivia há mais de uma década, foi levado pela mulher a uma agência do Banco do Brasil no centro da cidade. O idoso estava em uma cadeira de rodas, com um lenço amarrado na cintura.

Na época, Josefa afirmou que levou Laércio ao banco para realizar prova de vida e, assim, conseguir a senha da conta bancária do companheiro. Segundo a mulher, na manhã daquele dia (2 de outubro), ele ainda estava vivo e passou mal dentro da agência. Em seguida, ele veio a óbito.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e tentou reanimá-lo, mas ele já estava morto. Ainda, dois vizinhos acompanharam o casal até o banco e afirmaram que o idoso se queixou de dor antes de sair de casa e que começou a “babar” e “ficar amarelo” no caminho até a agência, mas Josefa decidiu não o levar ao hospital.

No entanto, o exame pericial apontou que Laércio havia morrido na noite anterior.

A polícia também desconfiou de Josefa, segundo testemunhas. Ao chegar na agência, ela subiu para o segundo andar e tentou desbloquear a senha, enquanto o idoso estava debilitado na cadeira de rodas. A mulher também não teria apresentado uma procuração para movimentar a conta em nome dele.

Em depoimento à polícia, ela apresentou duas versões. Na primeira, Josefa disse que ela e Laércio conversaram na manhã em que foram a agência. Na segunda, ela disse que o diálogo aconteceu na noite anterior. Por conseguinte, ela foi indiciada por estelionato e vilipêndio de cadáver (desprezar ou humilhar corpo).

Direito a pensão
Em janeiro de 2021, a promotora Daniela Merino, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), pediu o arquivamento do caso. Ela alegou que Laércio teve morte natural e Josefa “jamais conseguiria movimentar a conta da vítima” porque a companheira do falecido não tinha uma procuração para isso, o que foi reconhecido pelo banco. As informações são do Metrópoles.

“Trata-se, então, de crime de furto mediante fraude cuja consumação, da forma como pretendia a investigada, se mostra impossível”, destacou a promotora.

Merino ressaltou ainda o fato de Laércio não ter herdeiros e Josefa ter firmado união estável com ele um ano antes, deixando ela como beneficiária do dinheiro na conta do idoso.

A Promotoria também descartou a acusação de crime de vilipêndio de cadáver, justificando que, “apesar de reprovável”, a conduta de Josefa “não caracteriza crime”. ‘O cadáver foi transportado, mas nenhum outro ato de ultraje foi praticado”.

A denúncia então foi retirada e Josefa entrou com uma ação na Justiça, garantindo o pagamento de uma pensão por morte, de R$ 5,8 mil. Ela ainda recebeu um retroativo de R$ 191 mil.

Metrópoles

Postado em 20 de abril de 2024

DPU quer indenização de R$ 1 bilhão da X por danos à democracia

DPU A Defensoria Pública da União (DPU) entrou nesta sexta-feira (19) com uma ação na Justiça Federal em Brasília para obrigar a rede social X, antigo Twitter, a pagar R$ 1 bilhão de indenização por danos morais e sociais contra a democracia brasileira.

De acordo com órgão, a empresa comandada pelo empresário norte-americano Elon Musk deve responder a uma ação coletiva após o bilionário incitar o descumprimento de decisões judiciais.

A defensoria também defendeu que a rede social deve adotar práticas de moderação e remoção de conteúdos ilegais, além de cooperar com a Justiça.

Para o órgão, a ação pretende garantir que a empresa cumpra as exigências legais e faça o combate ao discurso de ódio.

“A ação busca não apenas responsabilizar a empresa X pelas falhas em sua operação e pela violação das normas jurídicas brasileiras, mas também compelir a plataforma a adotar medidas eficazes de moderação que assegurem a proteção dos direitos fundamentais e a estabilidade democrática do Brasil”, afirmaram os defensores.

A ação foi proposta em parceria com a Educafro e o Instituto Fiscalização e Controle.

Na semana passada, Elon Musk foi incluído pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito que investiga a atuação de milícias digitais para disseminar notícias falsas no país.

A medida foi tomada após Musk insinuar que não vai cumprir determinações do Supremo para retirada de postagens que forem considerados ilegais.

Nas postagens publicadas no início deste mês, Musk prometeu “levantar” [desobedecer] todas as restrições judiciais, alegando que Moraes ameaçou prender funcionários do X no Brasil ao determinar a remoção de conteúdos ilegais. O empresário também acusou Moraes de trair “descarada e repetidamente a Constituição e o povo brasileiro”.

EBC

Postado em 20 de abril de 2024

Rendimento mensal do 1% mais rico é quase 40 vezes maior dos 40% mais pobres, indica IBGE

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou nesta nesta sexta-feira (19) que o rendimento mensal dos 1% mais ricos é 39,2 vezes maior comparado ao rendimento dos 40% mais pobres no Brasil.

Ao comparar os valores, o rendimento médio dos mais ricos foi de R$ 20.664 em 2023. Já o rendimento dos 40% mais pobres foi de pouco mais de R$ 800.

Além disso, o crescimento da renda dos 40% mais pobres foi menor do que o do 1% mais rico no ano passado. Mesmo assim, o rendimento dos mais pobres foi o maior da série histórica. Em média, o crescimento foi de R$ 527 no ano passado, 12,6% mais em relação ao número registrado em 2022 (R$ 468).

Segundo o IBGE, a alta se deve ao recebimento do Bolsa Família, melhora no mercado de trabalho e aumento real do salário mínimo.

Também cresceu a porcentagem da população que tem algum tipo de rendimento. São seis em cada dez brasileiro.

TV Cultura

Postado em 20 de abril de 2024

Anvisa mantém autorização de cigarro eletrônico no País

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta sexta-feira, 19, por unanimidade manter a proibição da fabricação, importação e comercialização de cigarros eletrônicos, também conhecidos como vapes. Os cinco diretores da agência votaram para aprovar uma resolução que confirma a decisão do produto no País. E também defenderam mais ações razoáveis ​​ao produto e uma maior fiscalização.

O relator da proposta e presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, fechou ainda mais o cerco contra os cigarros eletrônicos. Ele indicou uma série de recomendações para criar uma espécie de política pública de combate aos dispositivos eletrônicos, incluindo a possibilidade de que o tema esteja na série curricular do ensino fundamental e médio.

“Constitui nosso dever e compromisso com a ciência, em respeito à missão da Anvisa. A consulta pública não trouxe fato ou argumento científico que alterasse o peso das evidências já ratificadas”, disse Barra Torres.

Os diretores Danitza Buvinich, Daniel Pereira, Rômison Mota e Meiruze Freitas acompanharam o voto do relator. A decisão dos diretores acompanhou o parecer emitido pela área técnica da agência. Mais cedo, a gerente geral de Registro e Fiscalização de Produtos Fumígenos, Stefânia Piras, apresentou a posição da área e afirmou que não houve contribuições robustas para alterar a posição. Na mais recente consulta pública, a agência recebeu cerca de 850 contribuições, das quais 7 foram validadas, mas não trouxeram alteração central na norma.

Argumentos

Durante o seu voto, Danitza informa que o produto pode aumentar o risco de iniciação de jovens no tabagismo, citando dados de países que atualmente permitem o produto. Os diretores citaram ainda a falta de evidências de que esses dispositivos sejam menos contratados do que os tradicionais e disseram que o produto pode prejudicar a política pública de combate ao tabagismo. “A atual posição do governo, expressa pelo Ministério da Saúde, indica que um regulamento dos dispositivos eletrônicos de fumar configura uma contraposição às políticas públicas de controle de tabagismo no País, podendo inclusive representar retrocesso aos avanços alcançados pelo Brasil nas últimas décadas”, argumentou Pereira.

O diretor Rômison Mota também acompanhou o voto do presidente da agência e defendeu maior rigor na fiscalização. “É preciso intensificar a fiscalização do comércio ilegal e do uso desses produtos em recintos coletivos fechados.”

A diretora Meiruze Freitas afirmou que o Brasil está vivendo um problema de saúde pública no que diz respeito ao uso desses dispositivos. E afirmou que a utilização de cigarros eletrônicos é uma “tendência perigosa” e esses produtos não podem ser promovidos como alternativa segura aos cigarros tradicionais. “Precisamos comunicar claramente que os cigarros eletrônicos, especialmente os específicos, contêm nicotina, muitas vezes em alta concentração, que é uma substância altamente viciante; que os cérebros de jovens e adolescentes são particularmente vulneráveis ​​ao veneno; que a nicotina tem efeito prejudicial no desenvolvimento do cérebro, especialmente na adolescência”, explicou.

Governo e Opas

No início da reunião, a Anvisa exibiu manifestações de representantes de entidades e cidadãos que se posicionaram a favor ou contra a manutenção da proibição. Na ocasião, foi exibido a posição do Ministério da Saúde. “Tantos cigarros eletrônicos como os convencionais de tabaco apresentam risco à saúde e não devem ser consumidos pela população. Até o momento, não há evidências de que os cigarros eletrônicos protegem ou substituem os normais”, disse Letícia Cardoso, do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças não transmissíveis.

A Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) também opinaram contra a liberação do produto durante uma nova análise. Médicos reverenciados, como Margareth Dalcolmo e Drauzio Varella, também enviaram vídeos solicitando a manutenção da concessão.

ONG de saúde pública comemorativa; fabricante mundial crítico

Após a Anvisa formar maioria para manter a proibição dos vapes no País, a organização não-governamental (ONG) ACT Promoção da Saúde, que atua na promoção de políticas de saúde pública, especialmente no controle do tabagismo, afirmou que “apoia a decisão da A Anvisa” e ressaltou que a nova resolução “está em consonância com as evidências científicas atuais”, de que os dispositivos eletrônicos para fumar “são contratados à saúde, geram dependência e não trazem benefícios comprovados para a saúde pública”.

Na nota, a ACT afirmou que “a nicotina encontrada em muitos modelos de cigarros eletrônicos é na forma de sal de nicotina, capaz de promover a instalação da dependência de forma rápida nos usuários e potencializar seus efeitos adversos no organismo”. De acordo com Mônica Andreis, diretora-geral da entidade, “a decisão da Anvisa é importante pois reitera o fato de que até o momento não há evidências que justifiquem uma mudança no sentido de permitir a venda destes produtos, o risco de sobrecarga no sistema de saúde e de criar uma geração de consumidores jovens é alto.”

Já a Philip Morris Brasil, empresa produtora de produtos com tabaco, afirmou que a manutenção da suspensão dos cigarros eletrônicos “está em descompasso com o crescimento descontrolado do mercado ilícito, comprovadamente acessível a cerca de 4 milhões de brasileiros que utilizam diariamente um produto sem controle de qualidade”.

A empresa afirmou ainda que dispositivos eletrônicos eletrônicos “já são vendidos em mais de 80 países” e “resultados divulgados por diversas agências de saúde ao redor do mundo comprovam que eles podem oferecer menos risco que o cigarro convencional”. Disse ainda que “é notório que os avanços obtidos no combate ao uso do cigarro convencional se devem a um modelo regulatório não proibitivo, como o definido e aplicado pela Anvisa, que resultaram em uma diminuição substancial na quantidade de fumantes no Brasil, além de ser um modelo celebrado e reconhecido mundialmente”.

Histórico

Desde 2019, a Anvisa fez uma série de consultas a especialistas a respeito do tema. A agência contratou pareceres independentes a respeito do produto e chegou a emitir alertas sobre a segurança dos cigarros eletrônicos após eventos adversos nos EUA.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Postado em 20 de abril de 2024

Dino intima Lula, Pacheco e Lira para explicarem suposto uso indevido de emendas de relator

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino intimou nesta sexta-feira (19) o presidente Lula (PT) e os presidentes da Câmara dos Deputados , Arthur Lira ( PP -AL), e do Senado , Rodrigo Pacheco ( PSD – MG), a se manifestarem se houve descumprimento de decisão da corte que declarou a inconstitucionalidade das chamadas emendas de relator .

O ministro deu 15 dias para que as autoridades se apresentassem ao Supremo. Também deve se manifestar sobre o tema do PSOL, partido que protocolou no Supremo uma das ações que derrubaram o instrumento, que foi usado para barganhas políticas entre o Congresso e o governo federal.

A intimação de Dino foi feita a partir de manifestações de entidades que são partes interessadas no processo, que apontaram suspeitas de uso indevido das emendas de relator para “inclusão de novas despesas públicas ou programações no projeto de lei orçamentária anual da União”.

Entre essas entidades, estão a Transparência Internacional, a Transparência Brasil e a Associação Contas Abertas.

O ministro também pede que sejam explicadas as transferências especiais, as chamadas “emendas Pix” e o descumprimento da determinação de publicar informações relacionadas à autoria das emendas de relator.

O pedido de Dino acontece em meio a uma crise entre o Supremo e o Congresso.

O Senado e a Câmara têm apresentadas decisões com decisões do corte, sobretudo do ministro Alexandre de Moraes. Como consequência, ameaçaram dar seguimento aos projetos que miram o STF.

O Senado já aprovou no ano passado uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que restringe decisões monocráticas.

No fim de 2022, ainda durante o governo Jair Bolsonaro, o Supremo deliberou sobre quatro ações que tratavam das emendas do relator. A então presidente da corte e relatora da matéria, Rosa Weber (hoje aposentada), votou por vedar o uso do instrumento para atender a pedidos de parlamentares ou de pessoas externas ao Congresso.

A ministra disse que essa utilização das emendas não estava de acordo com os princípios constitucionais e que violava a separação de Poderes e o direito à informação. Afirmou ainda que o mecanismo desequilibrava o processo democrático.

Para ela, são incompatíveis com a Constituição “as práticas orçamentárias viabilizadoras do chamado ‘esquema do orçamento secreto’, consistentes no uso indevido de emendas do relator geral do Orçamento”.

Folha de São Paulo

Postado em 20 de abril de 2024

Brasil deve ser a 8ª maior economia do mundo em 2024, prevê FMI

O Brasil deve ser a 8ª maior economia do mundo em 2024, segundo o último relatório divulgado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Isso porque o PIB do Brasil deve crescer 2,2% em 2024. No ano passado, o Brasil estava na 9ª posição.

Os números do FMI foram divulgados nesta semana em Washington, nos EUA. Os dados estão nos relatórios World Economic Outlook e Fiscal Monitor. A projeção representa aumento de 0,5% em relação à divulgação divulgada anteriormente, que previa crescimento de 1,7%. Em 2023, o PIB brasileiro cresceu 2,9%.

Com esse crescimento, o PIB brasileiro deve chegar a US$ 2.331 trilhões. Se as previsões do FMI se confirmarem, o país será a 8ª maior economia do mundo, ultrapassando a Itália. Em 2023, o Brasil ficou na 9ª posição, com PIB de US$ 2.173 trilhões. O documento também fala da previsão para a dívida brasileira e para o déficit fiscal das contas públicas para o ano que vem.

Veja o ranking das dez maiores economias do mundo em 2024 segundo as projeções do FMI:

Estados Unidos – US$ 28,78 trilhões
China – US$ 18,53 trilhões
Alemanha – US$ 4,59 trilhões
Japão – US$ 4,11 trilhões
Índia US$ 3,93 trilhões
Reino Unido US$ 3,49 trilhões
França – US$ 3,13 trilhões
Brasil – US$ 2,33 trilhões
Itália – US$ 2,32 trilhões
Canadá – US$ 2,24 trilhões.

uol

Postado em 19 de abril de 2024

Governo prepara proposta para tentar encerrar greves em universidades

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) prometeu apresentar, nesta sexta-feira (19/4), uma proposta específica para o setor da Educação, como resposta à mobilização de servidores de universidades e institutos federais por reajuste salarial. Nas últimas semanas, o movimento foi fortalecido, com várias instituições de ensino superior do país aprovando paralisações e docentes entrando em greve.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se elegeu com a promessa de valorização da educação e dos professores. Essa promessa de campanha, somada à concessão de reajustes a categorias mais ligadas ao governo anterior, inflou a insatisfação dos servidores da Educação, e eles intensificaram as pressões sobre a gestão federal para mais investimentos e melhores condições de trabalho.

Ao mostrar expectativa com um acordo, o secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso Jr., pediu aos servidores reconhecimento do esforço que o governo federal tem feito. As declarações dele foram dadas na última terça-feira (16/4), em audiência na Câmara dos Deputados.

“A gente espera conseguir oferecer uma proposta suficiente, ou próximo disso, para fechar o acordo. Porque é óbvio que a gente considera a greve legítima, em um contexto democrático. Mas é óbvio também que é preciso reconhecer o esforço que está sendo feito pelo governo para dar prioridade e, mais do que isso, centralidade política para esse tema, coisa que raramente aconteceu na história do Brasil”, afirmou ele.

O secretário destacou a reabertura da Mesa Nacional de Negociação Permanente, ainda no início de 2023, que negocia o conjunto das demandas dos servidores do Executivo federal e a criação das mesas específicas para tratar temas e particularidades das diversas carreiras do setor público.

“É muito importante manter essa conexão direta de comunicação do governo com a sociedade por meio dos canais institucionais existentes. E com o governo respeitando o direito de greve, encarando as negociações com a maior seriedade e compromisso”, destacou.

Reestruturação de carreiras
Além do reajuste nas remunerações, os servidores da educação pedem a reestruturação de carreiras. Para José Celso, a pauta é necessária e mudanças serão feitas. No entanto, ele alertou que o pedido “não é pouca coisa”, por envolver aspectos não apenas orçamentários, mas também técnicos, relativos à forma de organização e funcionamento da carreira. “É uma discussão complexa, uma discussão que não se esgota no curto prazo”, afirmou.

José Celso adiantou que a proposta que o governo irá apresentar é “muito convergente com o que saiu do relatório do grupo de trabalho, que tem o respaldo das entidades que estavam ali presentes”.

O grupo de trabalho (GT) mencionado pelo secretário reúne representantes dos ministérios da Educação e da Gestão, das universidades e demais instituições de ensino, além das entidades sindicais que representam os servidores do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE).

Em 27 de março, o relatório final do GT que debateu a reestruturação do PCCTAE, para institutos e universidades federais, foi entregue oficialmente à ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e ao ministro da Educação, Camilo Santana.

O PCCTAE contempla um vasto contingente de servidores alocados nos institutos federais técnicos e tecnológicos e nas universidades federais, em todo o país.

O relatório do GT serviu como insumo para a proposta do governo de reestruturação da carreira, que será apresentada aos servidores nesta sexta na Mesa Específica de Negociação.

Reunião com Lula
Na semana passada, representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) se reuniram com o presidente Lula no Palácio do Planalto, por mais de duas horas.

A diretoria da Andifes defendeu a importância de valorização dos servidores técnicos-administrativos em educação e docentes; assistência estudantil; e a transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (Cefet-RJ) e de Minas Gerais (Cefet-MG) em universidades tecnológicas. Também destacou a autonomia das universidades federais seguindo o exemplo das universidades no estado de São Paulo, onde há estabilidade orçamentária anual, além da garantia constitucional na nomeação de reitoras e reitores.

Para além dessas reivindicações, a categoria aponta a necessidade de recomposição do orçamento das universidades federais.

Em nota divulgada no começo desta semana, a Andifes afirmou que “tem acompanhado de perto” as reivindicações dos técnicos-administrativos e dos docentes e espera que as negociações sejam resolvidas “de forma satisfatória para todos e para a sociedade o quanto antes”. “A greve é um direito constitucional garantido aos trabalhadores”, frisou.

Balanço
Segundo o último levantamento divulgado pela Andifes, das 69 universidades federais, 16 estão em greve e 22 ainda farão assembleia nos próximos dias. Cinco estão “em estado de greve”, o que significa que já têm aprovação da assembleia e podem suspender as atividades a qualquer momento. Há ainda cinco universidades com indicativo aprovado.

Dos dois centros federais de educação tecnológica representados pela Andifes, o de Minas Gerais está em greve e o do Rio de Janeiro aprovou um indicativo.

Já de acordo com o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), mais de 480 unidades de ensino, entre institutos e colégios, foram afetadas pela greve em 24 estados.

Metrópoles

Postado em 19 de abril de 2024

Jornada de trabalho de 4 dias é aprovada por 95% das empresas em Portugal

A jornada de trabalho de quatro dias está fazendo sucesso em Portugal. Segundo uma pesquisa do governo, 95% das 41 empresas que implementaram o modelo, durante o segundo semestre de 2023, avaliaram a experiência como positiva. Em meio ao sucesso, o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social disse avaliar continuar com o projeto.

A jornada de quatro dias de trabalho é conhecida como 100-80-100, isto é, 100% de pagamento do salário, trabalhando 80% do tempo e mantendo 100% da produtividade. O projeto piloto foi realizado em uma empresa na Nova Zelândia e, com o sucesso, a menor jornada começou a ganhar espaço em diferentes empresas pelo mundo.

Em Portugal não foi diferente. Os dados do governo apontam que a jornada reduzida aumentou o ganho dos trabalhadores em termos de conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar. Se antes essa harmonização era difícil ou muito difícil para 46% dos envolvidos, o percentual baixou para 8% após quase seis meses de experiência.

“65% dos trabalhadores declaram ter passado mais tempo com a família após o início da redução horária. Isto reflete-se, também, na redução em 19% de sintomas de exaustão associada ao trabalho. A frequência de outros sinais negativos a nível de saúde mental também registou uma redução: o índice de ansiedade diminuiu em 21%; o de fadiga em 23%; o de insônia ou problemas de sono em 19%”, compartilhou o governo.

Em média, a experiência da semana de quatro dias envolveu uma redução de 13,7% das horas semanais, de uma média de 39,3 para 34 horas, reportada pelas empresas. Em 58,8% das empresas foi proporcionado um dia livre por semana (sexta-feira, por exemplo), enquanto 41,5% optaram por uma quinzena de nove dias úteis de trabalho.

As 41 empresas que participam do projeto situam-se em 10 distritos (com Lisboa, Porto e Braga como principais localizações) e operam sobretudo no setor social, da indústria e do comércio. Dos trabalhadores inquiridos, 85% disseram que avaliariam mudar para uma empresa com um funcionamento a cinco dias, após ter trabalhado no modelo de quatro dias, mas apenas mediante um aumento salarial superior a 20%.

Fonte: SBTNews

Postado em 19 de abril de 2024

Apenas 22% dos brasileiros têm boas condições de conectividade

Apenas 22% dos brasileiros com mais de 10 anos de idade têm condições satisfatórias de conectividade, apesar de o acesso à internet estar perto da universalização no país. Outros 33% da população estão no nível mais baixo do índice que mede a conectividade significativa no país (de 0 a 2 pontos) e 24% ocupam a faixa de 3 a 4 pontos.

Os índices são mais baixos entre pretos e pardos, nas classes D e E, nas regiões Norte e Nordeste e nas cidades menores.

Os dados estão no estudo inédito Conectividade Significativa: propostas para medição e o retrato da população no Brasil, lançado nesta terça-feira (16) pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O estudo mediu a qualidade e efetividade do acesso da população às tecnologias digitais a partir de variáveis como custo da conexão, uso diversificado de dispositivos, tipo e velocidade de conexão e frequência de uso da internet.

A partir dessas variáveis, foram estabelecidos diferentes níveis de conectividade significativa, o que resultou numa escala de 0 a 9, na qual o score zero indica ausência de todas as características aferidas, enquanto o nove denota a presença de todas elas.

Apesar de 84% da população do Brasil já ser usuária de internet, as condições desse acesso são bastante desiguais, na avaliação de Graziela Castello, coordenadora de estudos setoriais no Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br/NIC.br), e responsável pelo levantamento.

“Um jovem, por exemplo, que tem acesso apenas pelo celular, com um pacote de dados que termina antes do final do mês e sem conexão em casa, de saída já tem barreiras muito maiores para o aproveitamento das oportunidades da internet para sua formação e desenvolvimento profissional, quando comparado a outro jovem que consegue se conectar quando e onde quiser e que tem acesso a diferentes tipos de dispositivos, por exemplo”, explica.

Raça, classe social e região
A análise dos dados com base na autodeclaração de cor ou raça dos participantes mostra que, entre os brancos, 32% estão na faixa mais alta de conectividade significativa (score entre 7 e 9). Já entre pretos e pardos, a porcentagem cai para 18%.

A distância também é verificada na comparação entre estratos sociais. Na classe A, a maioria (83%) está na melhor faixa de pontuação e apenas 1%, na pior. Por outro lado, entre as pessoas nas classes D e E, apenas 1% delas está na melhor faixa e a maioria (64%), na pior.

As regiões Norte e Nordeste têm as piores condições de conectividade significativa. No Norte, apenas 11% estão na faixa entre 7 e 9 pontos e 44% estão na faixa de 0 a 2 pontos. No Nordeste, os percentuais são de 10% e 48%, respectivamente. Por outro lado, as regiões Sul e Sudeste têm os melhores índices de usuários na faixa entre 7 e 9 pontos, com 27% e 31%, respectivamente.

Nas cidades com até 50 mil habitantes, 44% da população encontram-se na pior faixa da escala e nas com mais de 500 mil habitantes, a proporção negativa cai quase pela metade (24%). Em relação à área, enquanto 30% dos habitantes das localidades urbanas estão no grupo de pior faixa (até 2 pontos), 54% dos moradores de zonas rurais encontram-se nessa condição.

Gênero e faixa etária
O estudo mostrou que os entrevistados do sexo masculino apresentaram melhores índices de conectividade significativa, com 28% na faixa entre 7 e 9 pontos e 31% entre 0 e 2 pontos. Já as mulheres tiveram 17% na melhor faixa e 35% na faixa mais baixa.

Segundo a pesquisa, apesar de indicadores como a prevalência de usuários de internet no Brasil não mostrar distâncias significativas entre homens e mulheres, a análise combinada de indicadores revela condições de conectividade mais precárias para a população feminina, “sublinhando barreiras pré-existentes para sua inclusão produtiva, equiparação em renda, incidência pública e participação na vida social, política e econômica do país”.

No recorte de faixa etária, o levantamento confirma a maior vulnerabilidade à exclusão digital dos idosos: 61% dos brasileiros com 60 anos ou mais apresentam scores mais baixos (até 2 pontos) de conectividade significativa.

Por outro lado, somente 16% e 24% dos usuários com idades entre 10 e 15 anos e 16 e 24 anos, respectivamente, estão na faixa mais alta (entre 7 e 9 pontos), contrariando a ideia de que os mais jovens apresentariam melhores indicadores no mesmo quesito. Os níveis mais elevados ocorrem justamente entre os grupos etários de maior incidência no mercado de trabalho (entre 25 e 44 anos).

“O estudo questiona a ideia de que os gargalos para inclusão digital seriam sanados por uma possível transição geracional, uma vez que os jovens já seriam super conectados. Quando olhamos para os usuários de internet de maneira geral, isso se confirma, mas ao complexificar a análise e entendermos a conectividade como um todo, fica claro que uma parcela importante desse grupo possui condições precárias de conectividade e vai ingressar no mercado de trabalho com uma desvantagem grande”, alerta Graziela Castello.

Redução da Disparidade
Ao analisar dados de anos anteriores, o estudo identificou uma redução na disparidade entre os grupos que ocupam os extremos da escala de conectividade significativa. Em 2017, 48% da população tinham score entre 0 e 2 e apenas 10% estavam na faixa de 7 a 9 pontos – uma distância de 38 pontos percentuais. Em 2023, a diferença entre eles recuou para 11 pontos percentuais.

Segundo Graziela, essa melhora progressiva, com a redução do grupo populacional com pior nível de conectividade e aumento do grupo com melhor nível, pode ser explicada por fatores como o crescimento da oferta de planos de conexão com maior velocidade pelas operadoras, mudanças nas formas e locais de uso pela população, que se intensificaram durante a pandemia.

“Até o aumento natural da frequência de uso da internet, que assumiu e assume cada vez mais centralidade em nossas vidas. Mas esse progresso, em parte também por melhorias de infraestrutura, parece ainda em velocidade bastante inferior às reais necessidades da população”, diz.

Estudo
O estudo foi feito a partir do processamento de indicadores da pesquisa TIC Domicílios, para compreensão da qualidade de acesso às tecnologias digitais no país. A TIC Domicílios, realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), é a mais abrangente pesquisa amostral domiciliar especializada em tecnologias da informação e comunicação feita no país.

A ideia de “conectividade significativa” é um conceito em construção apoiado no entendimento de que a conexão deveria permitir utilização satisfatória de vários serviços na internet, possibilitando o aproveitamento das oportunidades no ambiente online.

De acordo com Graziela, as políticas públicas para resolver os gargalos desse setor devem ser orientadas pelas quatro dimensões utilizadas para medir a conectividade significativa: custo acessível, acesso a dispositivos, qualidade da conexão e ambientes de uso (frequência e locais de uso).

“As políticas devem ser orientadas para que todos os cidadãos e cidadãs tenham acesso a conexões intermitentes e de qualidade, em múltiplos lugares, com acesso a dispositivos adequados às necessidades e atividades que se pretenda desenvolver, a um custo compatível com a renda da população. Mas se deve levar em conta também as particulares sociais, econômicas e territoriais, para que as políticas atendam de maneira efetiva às diferentes realidades que compõem nosso país”, avalia a coordenadora.

ebc

Postado em 19 de abril de 2024

TSE fará eleições para substituir Moraes na presidência em 7 de maio

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai eleger o novo presidente e vice em eleição a ser realizada no próximo dia 7 de maio. Em eleição com voto secreto e realizada por meio da urna eletrônica, os ministros escolherão quem vai substituir Alexandre de Moraes no comando da Corte.
Por tradição, a próxima a assumir a presidência é a ministra Cármen Lúcia, hoje vice-presidente. E o ministro Kassio Nunes Marques deve ser o vice, pelos trâmites normais. Mesmo assim, o TSE realiza as eleições e só diante do resultado anuncia os nomes.

Moraes tem mandato como presidente da Corte até 3 de junho. Depois dele, o eleito assume o cargo e comanda as Eleições Municipais 2024.

Cada ministro do TSE é eleito para ocupar o cargo por dois anos. O presidente do TSE deve ser eleito entre os ministros que fazem parte da Suprema Corte.

Metrópoles

Postado em 19 de abril de 2024

Em meio à crise com X, STF analisa ação sobre derrubar WhatsApp

Em meio às discussões sobre regulamentação das redes sociais e embates entre o dono da rede X, Elon Musk, e o ministro Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará um caso que trata do bloqueio ou suspensão de redes no Brasil.

A partir da meia-noite desta sexta-feira (19/4) até 26 de abril, os ministros analisam, em plenário virtual, liminar do ex-ministro Ricardo Lewandowski dentro da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 403.

A liminar derrubou decisão proferida por uma juíza do Rio de Janeiro que interrompeu as atividades da ferramenta em 2016. Lewandowski entendeu que havia violações às liberdades de expressão e de manifestação na ordem da juíza Daniela Barbosa Assunção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias. Ela determinou o bloqueio por conta de uma investigação criminal que corria em sigilo na 62ª Delegacia de Polícia na cidade da Baixada Fluminense.

Já a ADPF questiona outra decisão judicial, que determinou o bloqueio nacional do WhatsApp, também em 2016, diante da recusa da empresa em fornecer, no âmbito de investigação criminal, o conteúdo de mensagens trocadas entre os usuários.

Na ocasião, o juízo da Vara Criminal da Comarca de Lagarto, em Sergipe, bloqueou o Whatsapp e derrubou a rede em todo o país. O partido Cidadania moveu uma ação contra a decisão, e o caso foi parar no STF. A depender da decisão, pode-se abrir uma nova interpretação acerca da suspensão de plataformas no país.

As discussões começaram em 2016 e voltam à tona num momento em que a regulamentação das redes sociais tem sido debatida mundialmente.

Metrópoles

Postado em 19 de abril de 2024

Banco Central comunica o vazamento de dados de 3 mil chaves Pix

Um total de 3.020 chaves Pix de clientes do Banco do Estado do Pará S.A. (Banpará) tiveram dados vazados, informou nesta quinta-feira (18) o Banco Central (BC). Esse foi o oitavo vazamento de dados desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020.

Segundo o BC, o vazamento ocorreu entre 20 de março e 13 de abril de 2024 e abrangeu as seguintes informações: nome do usuário, Cadastro de Pessoa Física (CPF) com máscara, instituição de relacionamento, agência e número da conta.

O vazamento, apontou o BC, ocorreu por causa de falhas pontuais em sistemas da instituição de pagamento. A exposição, informou o BC, ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos.

Embora o caso não precisasse ser comunicado por causa do baixo impacto potencial para os clientes, a autarquia esclareceu que decidiu divulgar o incidente em nome do “compromisso com a transparência”.

Todas as pessoas que tiveram informações expostas serão avisadas por meio do aplicativo ou do internet banking da instituição. O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.

A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas. A legislação prevê multa, suspensão ou até exclusão do sistema do Pix, dependendo da gravidade do caso.

Histórico
Esse foi o oitavo incidente de vazamentos de dados do Pix desde a criação do sistema, em novembro de 2020. Em agosto de 2021, ocorreu o vazamento de dados 414,5 mil chaves Pix por número telefônico do Banco do Estado de Sergipe (Banese). Inicialmente, o BC tinha divulgado que o vazamento no Banese tinha atingido 395 mil chaves, mas o número foi revisado mais tarde.

Em janeiro de 2022, foi a vez de 160,1 mil clientes da Acesso Soluções de Pagamento terem informações vazadas. No mês seguinte, 2,1 mil clientes da Logbank pagamentos também tiveram dados expostos.

Em setembro de 2022, dados de 137,3 mil chaves Pix da Abastece Ai Clube Automobilista Payment Ltda. (Abastece Aí) foram vazados. Em setembro do ano passado, 238 chaves Pix da Phi Pagamentos tiveram informações expostas.

Em março deste ano, ocorreram dois incidentes. Cerca de 46 mil clientes da Fidúcia Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte Limitada (Fidúcia) tiveram informações vazadas. Dias depois, o BC informou o vazamento de 87 mil chaves da Sumup Sociedade de Crédito.

Em todos os casos, foram vazadas informações cadastrais, sem a exposição de senhas e de saldos bancários. Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados, a autoridade monetária mantém uma página em que os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados com a chave Pix ou demais dados pessoais em poder do BC.

ebc

Postado em 19 de abril de 2024

Alzheimer: estudo desvenda como um composto menos conhecido da Cannabis pode proteger o cérebro; entenda

Nas últimas décadas, cresceram os estudos com medicamentos feitos à base de canabidiol (CBD) ou baixas concentrações de tetrahidrocanabinol (THC), duas das cerca de 500 substâncias da planta Cannabis sativa. Cientistas investigam os possíveis benefícios dos compostos para uma série de patologias, como para as doenças neurodegenerativas, caso do Alzheimer e do Parkinson.

Agora, um novo trabalho conduzido por pesquisadores do Instituto Salk para Pesquisas Biológicas, nos Estados Unidos, aponta que um terceiro canabinoide, menos conhecido, tem despertado o interesse da comunidade científica e pode ter um potencial maior para os diagnósticos neurológicos: o canabinol (CBN ).

Publicado na revista científica Redox Biology, o trabalho de proteção protetora do cérebro do CBN em laboratório e criou quatro moléculas aprimoradas derivadas do canabinol para avaliação em animais e células humanas.

Todas elas tiveram um melhor desempenho neuroprotetor do que o próprio CBN, o que para os pesquisadores indica o potencial terapêutico do desenvolvimento de medicamentos à base de canabinol. Uma delas foi “altamente eficaz” para ferimentos traumáticos em moscas de frutas, afirma.

“O CBN não só tem propriedades neuroprotetoras, como também seus compostos têm o potencial de se tornarem novas terapias para vários distúrbios neurológicos. Conseguimos identificar os grupos ativos no CBN que estão fazendo essa neuroproteção e, em seguida, melhorá-los para criar compostos compostos compostos que têm maior capacidade neuroprotetora e eficácia semelhante a de um medicamento”, resume a professora do instituto Pamela Maher, autora sênior do estudo, em comunicado.

De acordo com os cientistas, muitos distúrbios neurológicos envolvem a morte de neurônios devido a uma disfunção na ação das mitocôndrias nessas células cerebrais. Eles afirmam que já se sabia que o CBN de alguma forma parecia evitar essa disfunção, por isso o conhecido efeito neuroprotetor. Porém, os detalhes ainda eram um mistério.

Em um trabalho anterior, de 2022, os pesquisadores do Salk descobriram que o CBN modula a função mitocondrial para evitar uma forma específica de morte celular chamada de oxitose, ou ferroptose, ligada à perda de um antioxidante que, consequentemente, leva a organela a sofrer danos oxidativos.

Após o estudo, eles começaram a aplicar métodos de descoberta de novos medicamentos para ir além da identificação dessas propriedades protetoras do CBN e avaliar se medicamentos a base do composto poderia ou não ter uma atuação significativa na prática.

No novo trabalho, os primeiros eles quebraram o canabinol em pequenos fragmentos e observaram quais deles tinham mais propriedades associadas à neuroproteção. Depois, sintetizaram quatro moléculas semelhantes ao CBN, mas que continham esses fragmentos amplificados para aumentar a resposta dos neurônios. As substâncias foram testadas em células humanas e de camundongos.

“Estávamos procurando análogos do CBN que poderiam chegar ao cérebro de forma mais eficiente, agir mais rapidamente e produzir um efeito neuroprotetor mais forte do que o próprio CBN. Os quatro análogos do CBN que encontraram propriedades químicas medicinais aprimoradas, o que foi empolgante e muito importante para nosso objetivo de usá-los como terapêuticos”, diz Zhibin Liang, primeiro autor e pesquisador de pós-doutorado no Salk.

Numa segunda etapa, as opções mais bem-sucedidas foram avaliadas com moscas de fruta que tinham um modelo animal de lesão cerebral traumática. Um deles, que recebeu o nome de CP1, teve uma eficácia especialmente elevada em tratar essas lesões, incluindo aumentar a sobrevida das moscas.

“Nossas descobertas ajudaram a demonstrar o potencial terapêutico do CBN, bem como uma oportunidade científica que temos de replicar e refinar suas propriedades semelhantes aos medicamentos. Poderíamos um dia dar esse análogo do CBN a jogadores de futebol na véspera de um grande jogo ou a sobreviventes de acidentes de carro quando chegam ao hospital? Estamos animados para ver a eficácia desses compostos na proteção do cérebro contra danos adicionais”, diz Maher.

Para o futuro, os cientistas pretendem prosseguir na investigação das moléculas e compreender melhor as alterações neuronais que ocorrem principalmente com a idade, associadas a doenças como Alzheimer e Parkinson, para conseguir adaptar os compostos do CBN ao uso terapêutico em seres humanos.

O GLOBO

Postado em 19 de abril de 2024

Ex-deputado federal é preso pela PF por crimes eleitorais

A Polícia Federal prendeu um ex-deputado federal pelo estado do Pará no início da manhã desta quinta-feira (18/4), no Aeroporto Internacional de Belém, por crimes eleitorais. Wladimir Costa (Solidariedade-PA) foi abordado ao chegar de voo à capital paraense e encaminhado ao sistema prisional do estado.
A prisão preventiva requerida pela Polícia Federal foi deferida em razão da prática reiterada, entre outros, dos crimes eleitorais de violência política praticados contra deputada federal Renilce Nicodemos (MDB-PA) por meio das redes sociais.

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará também ordenou a exclusão das postagens em redes sociais que motivaram o mandado de prisão. Costa teve o mandato cassado em 2017 por abuso de poder econômico e gastos ilícitos na campanha eleitoral de 2014.
Metrópoles

Postado em 18 de abril de 2024

Líder da oposição pede lista de presentes recebidos por Lula e Janja

Líder da oposição na Câmara, o deputado Filipe Barros (PL-PR) protocolou requerimento pedindo a lista de todos os presentes recebidos pelo presidente Lula, a primeira-dama Janja e os ministros de Estado em viagens oficiais.
O pedido foi apresentado pelo parlamentar bolsonarista nessa quarta-feira (17/4). Ele solicita a lista completa de presentes recebidos de 1º de janeiro de 2023, primeiro dia de mandato de Lula, até 16 de abril deste ano.

Além da lista de presentes, o líder da oposição na Câmara pede a data de recebimento, o valor, a finalidade e a tramitação interna dos presentes dentro da Presidência da República.

Em sua justificativa, Barros alega que, até junho de 2023, Lula teria recebido 231 presentes oficiais. Segundo o deputado, a maior parte dos presentes teria sido dada por autoridades da China.

“A situação dos presentes recebidos por Lula gera tantas controvérsias que, em dezembro de 2023, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu por auditar os presentes recebidos no ano, antes mesmo do fim do mandato”, alega.

Barros, que assumiu a liderança de oposição na Câmara neste ano, é um dos aliados mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por uma suposta tentativa de vender presentes oficiais nos Estados Unidos.

Metropoles

Postado em 18 de abril de 2024